quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Alquimistas famosos


Hermes Trimegistro (Hermes = o interprete – Trimegistro = 3 megas = 3 vezes grande, ou o que possui os 3 reinos de sabedoria: mineral, vegetal e animal). É atribuída sua existência no ano de 1900 aC.; Hermes é mesmo Thoth dos egípcios e sua existência acompanha a vida religiosa do Egito.

Enoch (que significa Inicie, ou, Iniciador), foi um rei hebreu que construiu um santuário subterrâneo onde colocou sob 2 pilares, segredos (princípios da Alquimia) que seriam uma herança para o desenvolvimento da humanidade. Este é o mesmo mencionado nos Gêneses, o sétimo da geração de Adão, sua vida revela riquezas de detalhes na semelhança com Thoth.

Pitágoras – o sábio filósofo (590-470) levou 22 anos para adquirir o título de sacerdote egípcio. Já preste a regressar à Grécia para exercer seu ministério, o Egito foi conquistado e juntamente com alguns sacerdotes egípcios foi levado para a Babilônia. Lá ficou cativo por 12 anos, onde se aprofundou na magia que ali se difundia.

Alexandre de Afrodisias – séc. II inventou o alambique, destilou água marinha. Ocultista que não desfrutou grande fama. Viveu entre o séc. II e III.

Zózimo - (séc. III) viveu a maior parte de sua vida em Alexandria, afirmava que o reino egípcio é subsidiado pela arte de fazer ouro, um dos alquimistas mais respeitados, conhecido como A Coroa dos Filósofos.

Alberto, O Grande (Santo Alberto Magno ou Albertus Magnus) - Bispo de Regensburg foi um Frade Dominicano que se tornou famoso por seu vasto conhecimento e por sua defesa da coexistência pacífica da ciência e da religião. Ele é considerado o maior filósofo e teólogo alemão da Idade Média, e foi o primeiro intelectual medieval a aplicar a filosofia de Aristóteles no pensamento cristão. Alberto dominava bem a filosofia e a teologia (matérias em que teve Tomás de Aquino como discípulo) e mostrou também grande interesse em ciências naturais a ponto de dispensar, com a autorização do Papa, o episcopado, para continuar a prosseguir os seus estudos e a sua investigação com tranqüilidade.

Conde de St. Germain - Foi uma das figuras mais misteriosas do século XVIII. Tido como místico, alquimista, ourives, lapidador de diamantes, cortesão, cientista, músico e compositor. Segundo relatos antigos, era imortal e possuía o elixir da juventude e a pedra filosofal. Consta que ele faleceu em 1784, deixando muito pouca coisa para trás. Contudo, existem rumores de que St. Germain teria sido visto em 1835, em Paris, e em 1867, em Milão e no Egito, durante a campanha de Napoleão. Napoleão II mantinha um dossiê sobre ele. Annie Besant, uma teosofista, disse ter conhecido o conde em 1896. Outro teosofista, C. W. Leadbeater, disse tê-lo encontrado em Roma, em 1926. Vários relatos afirmam ter o Conde uma imagem imutável, pois sempre aparentava ter por volta de 45 anos. Madame d'Adhemar, biógrafa e dama da corte de Maria Antonieta, conheceu St. Germain, em Paris, perto de 1760 e relata, em suas memórias, datadas de 12 de maio de 1821, que havia reencontrado o Conde de St. Germain na vigília da morte do Duque de Berri, em 1815, ou seja, 55 anos após, e que incrivelmente, ele aparentava os 45 anos de sempre, não havia envelhecido. Segundo as memórias de Giacomo Casanova, o músico Rameau e Madame de Gergy juraram ter conhecido o Conde de St. Germain em Veneza, em 1710, usando o nome de Marquês de Montferrat, e tê-lo reencontrado com a imutável aparência, em 1775.  Após a data de sua morte (de precisão incerta), várias organizações místicas o adotaram como figura modelo.

Nicolas Flamel - (1330 - 1418), foi um dos maiores alquimistas da história. Casado com Dame Perrenele Flamel. Segunda a lenda teria fabricado a Pedra Filosofal, o Elixir da Longa Vida e realizado a Transmutação de metais em ouro por meio de um livro misterioso. Segundo a lenda, em torno de 1370, Nicolas Flamel encontrou um antigo livro que continha textos intercalados com desenhos enigmáticos, a história de sua vida poderia ser resumida na guarda deste livro, mesmo após muito estudá-lo, Flamel não conseguiria entender do que se tratava. Segundo a lenda, ele teria encontrado um sábio judeu em uma estrada em Santiago na Espanha, que fez a tradução do livro, que se tratava de Cabala e Alquimia, possuindo a fórmula para a Pedra Filosofal. Flamel, a partir de 1380, começa a se dedicar a alquimia prática. Segundo conta-se, consegue produzir prata em torno de 1382 e depois finalmente a transmutação em ouro. Cerca de dez anos mais tarde do início dos experimentos, começa a realizar um grande número de obras de caridade como a construção de hospitais, igrejas, abrigos e cemitérios e os decora com pinturas e esculturas contendo símbolos alquímicos.
Segundo parece tanto Flamel como sua esposa gozavam de uma saúde invejável e não aparentavam a idade que tinham, segundo alguns devido aos conhecimentos alquímicos dele. Flamel faleceu em 1418, com mais de 80 anos, e sua casa foi saqueada por caçadores de tesouros e gente ávida por encontrar a Pedra Filosofal ou receitas concretas para sua preparação. A lenda conta que, na realidade, ambos, Flamel e Perrenelle, não morreram, e que em suas tumbas foram encontradas apenas suas roupas em lugar de seus corpos, eles teriam vivido graças ao Elixir, ao qual, Flamel também teria fabricado. Deixou um testamento escrito a seu sobrinho, em que revelava os segredos que descobrira sobre a Alquimia. O "Testamento de Nicholas Flamel" foi compilado na França no final dos anos 1750. O documento original foi escrito de próprio punho por Nicholas Flamel em um alfabeto codificado e criptografado que consistia em 96 letras. Um escrivão Parisiense chamado Father Pernetti o copiou e um Senhor de Saint Marc pôde finalmente quebrar o código em 1758.

Fulcanelli - (1839 - 1953)  Foi além de alquimista, um engenheiro politécnico de Pontes e Calçadas que durante a guerra Franco-Prussiana (1870-1871) defendeu Paris. Fulcanelli foi o mestre de outro alquimista famoso, Eugene Canseliet desde 1915. Desapareceu pouco antes da publicação do seu primeiro livro e só voltou a aparecer ao seu discípulo em 1953, na cidade espanhola de Sevilha. Entre 1922 e 1923, após supostamente receber um "Dom de Deus", teria produzido a Pedra Filosofal e operado uma transmutação de cem gramas de chumbo em ouro no laboratório da fábrica de gás de Sarcelles.

Lavoisier - Considerado o criador da Química moderna. Foi o primeiro cientista a enunciar o princípio da conservação da matéria. Além disso, identificou e batizou o oxigênio, refutou a teoria flogística e participou na reforma da nomenclatura química. Célebre pela sua frase "Na Natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma."

Michael Sendivogius - Ele foi um dos poucos alquimistas que supostamente conhecia o segredo da Pedra Filosofal. E foi feito prisioneiro diversas vezes por príncipes alemães, que o torturaram a fim de que contasse sobre seus segredos. Um pioneiro da Química, ele desenvolveu formas de purificação e criação de vários ácidos, metais e outros compostos químicos. Descobriu que o ar não é uma substância única e contém uma substância revigoradora - mais tarde chamada de oxigênio - 170 anos antes de Scheele e Priestley. Ele corretamente identificou esse 'alimento da vida' com o gás (também oxigênio) desprendido por aquecimento do nitrato de potássio (salitre). Esta substância, o 'nitrato central', tinha uma importância central no esquema do universo de Sendivogius.

Albert Poisson (1868-1893) é um francês considerado um dos alquimistas mais famosos, também foi um filósofo e mestre das ciências. Sendo conhecido mundialmente pelas suas obras de alquimia. Aos 22 anos, em 1891, publicou sua principal obra alquímica Teorias e símbolos dos Alquimistas.

Roger Bacon - (1214 — 1294), também conhecido como Doctor Mirabilis (Doutor Admirável em latim), foi um dos mais famosos frades de seu tempo. Ele foi um filósofo inglês que deu bastante ênfase ao empirismo e ao uso da matemática no estudo da natureza. Contribuiu em áreas importantes como a Mecânica, Filosofia, Geografia e principalmente Óptica. Ele descreve o método científico como um ciclo repetido de observação, hipótese, experimentação e necessidade de verificação independente. Ele registrava a forma em que conduzia seus experimentos em detalhes precisos a fim de que outros pudessem reproduzir seus experimentos e testar os resultados - essa possibilidade de verificação independente é parte fundamental do método científico contemporâneo. Roger Bacon também se destacou pelo seu trabalho de Alquimia, prática que, embora condenada pela Igreja medieval, ele exercia em segredo. pós seu trabalho ser descoberto pela Igreja, foi perseguido e preso por dez anos. Morreu pouco após sua liberdade ser concedida pela Inquisição, com oitenta anos de idade.

Basilio Valentim - Foi um alquimista do século XV. Ele foi cônego do priorado beneditino de São Pedro em Erfurt, Alemanha. Não se tem certeza se este era mesmo o seu verdadeiro nome; durante o século XVIII foi levantado à hipótese de tratar-se de Johann Thölde. Até mesmo o ano de seu nascimento não é dado como certo. Ele demonstrou que o amoníaco podia ser obtido pela ação dos álcalis no cloreto de amônia, e como o ácido clorídrico poderia ser produzido da salmoura ácida. Foi ele quem primeiro descreveu um método de obtenção de antimônio (em 1492).

Antrodo Phileas - Nasceu em 1600 na Itália, tendo se aproximado da cabala e alquimia por influência de Uriel Acosta. Interessado em dispositivos mecânicos, tentou desenvolver uma máquina de moto perpétuo. Dedicou muitos anos à pesquisa da transmutação dos metais e à busca da pedra filosofal.


Paracelso – (1493-1541), nome original: Aurélio Filipe Teofrastro Bombast. Nasceu na Suíça, viajante solitário e nômade que desprezava o mundo do poder, do dogma e dos valores estabelecidos. Morreu misteriosamente na Áustria, sua tumba foi encontrada vazia anos depois. Sua epigrama “A Magia é uma Grande Sabedoria Oculta – A Razão é uma Grande Loucura Pública”.

Isaac Newton - fez tradução da Tábua Esmeraldina; G. W. Leibniz, como também Robert Boyle, o pai da química moderna, aceitaram a teoria da transmutação Alquímica.

Nostradamus - ( 1503-1566)- Michel de Nostredame ou Miquèl de Nostradama foi um apotecário e pretenso médico da Renascença que praticava a astrologia e a alquimia (como muitos dos médicos do século XVI).

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